Nesta sexta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita à Terra Indígena Capoto-Jarina, no Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, especificamente na Aldeia Piaraçu, onde se encontra com a cacique Raoni Metuktire, uma das mais importantes lideranças indígenas do país. O convite ao território xinguano, segundo o portal de notícias da Agência Brasil, foi feito em março, quando o presidente recebeu a visita de lideranças no Palácio da Alvorada. Entre os assuntos que devem ser tratados nesta sua visita à região, estão “segurança alimentar, mudanças climáticas e fortalecimento das culturas”.
Na extensão dessa sua visita, a segunda que faz ao Estado, (a primeira foi a Rondonópolis) é possível que Lula estenda com sua comitiva até Lucas do Rio Verde, onde provavelmente deve lançar o campus da Universidade Federal de Mato Grosso naquela cidade, na região Norte, a 332,9 km da capital Cuiabá.
Nesta sua visita ao Xingu está em pauta também a discussão sobre a logística da região do Araguaia que abarca vários municípios que perecem pela falta de asfalto em suas estradas, dentre as quais a continuidade do tão discutido e desacreditado trecho da BR 158 que divide a região “na parte de cima e na parte de baixo”, conforme o jargão comum que se ouve de seus moradores.
Essa polêmica se estende ainda por longo trecho da BR 242 que liga São Félix do Araguaia a BR 163 e terminaria por beneficiar, mesmo que de modo precário, vários outros municípios como Bom Jesus do Araguaia, Querência, Gaúcha do Norte, Nova Ubiratã até chegar a Sorriso, em pleno Nortão.
Outra questão em pauta que deve ser tratada com o presidente Lula deverá ser sobre a travessia da Ilha do Bananal, numa extensão de cerca de 40 km, ligando Mato Grosso ao Tocantins dentro daquela que é a maior ilha fluvial do mundo, entre os rios Araguaia e Javaés. Mais um ponto delicado para essa sua agenda indígena e que deve marcar esta sua visita fica para o trecho da MT 322, que passa dentro da reserva do Xingu e que, para tanto, seriam necessária licenças ambientais do Ibama e da Sema para a pavimentação que se estenderia de São José do Xingu a Matupá, em um trecho de 273,3 hm.
O Parque Nacional Indígena do Xingu ocupa uma área de mais de 2,6 milhões de hectares, em uma zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, onde vivem mais de 5,5 mil indígenas de diferentes etnias e territórios: Yawalapiti, Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai e Yudja.